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::: Formação e primeira demo |
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A
banda Necrofobia teve sua origem em 1994 quando Cláudio
Mussalan (bateria) e Eduardo Nóbrega (baixo), que tinham
saido de uma banda, chamaram Romulo, que era amigo recente,
para tocar. No início Romulo entrou para tocar guitarra.
Começaram a tocar uns covers do Metalica, Nirvana, Viper
e às vezes arriscavam um Orgasmatron versão do Sepultura.
Chamaram Marco (Marconheiro) para tocar guitarra solo e
começaram a procurar um vocalista. Enquanto o vocalista
não era encontrado, Romulo cantava, ou melhor gritava. Como
não encotraram vocalista, todos acabaram acostumando com
a voz de Romulo.
Depois
de alguns ensaios 3 músicas próprias ficaram prontas. Entraram
nos Stúdios Decson onde gravaram sua primeira demo em apenas
3 horas, todos os instrumentos ao mesmo tempo e em linha.
As músicas eram "My sin", "Third World" e "In the Street
of life". Com essa demo veio o primeiro show, em um concerto
da escola de música Clim. Depois desse show, Marco saiu
da banda.
O
Necrofobia continuou como trio e saiu a procura de um guitarrista
solo em todas as escolas de música de Ribeirão Preto. Foi
quando no início de 1995 conheceram Alexandre Boetto. De
cara ele mostrou que tinha a manha com o instrumento, tocando
músicas de Joe Satriani e Steve Vai. Alexandre entrou na
banda sem muito saber de música pesada mas o resto da banda
apresentaram para ele Sepultura, Pantera, Metalica, Testament,
Slayer, Anthrax, entre outros. Depois da apresentação ele
se tornou um metal maníaco.
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::: Segunda Demo |
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Quando
Alexandre entrou na banda, já haviam mais 3 músicas
novas. Então, Alexandre teve que pegar as 6 músicas
do Necrofobia em apenas três ensaios pois a gravação
da 2ª demo já estava marcada. A segunda demo
foi gravada um pouco mais profissionalmente, pois além
da banda ter crescido muito naquele ano, a guitarra solo
e a voz foram gravadas separadamente.
A
demo se chamou "Manifest" que contava com uma
introdução em violão, a música
"Manifest", seguidas de "Third World",
"My sin", "Não morda meu pau",
"In the street of life", "World beyond me"
e uma versão de "Sociedade Alternativa"
do Raul Seixas. Com essa demo o Necrofobia começou
a entrar em alguns eventos de rock da cidade tocando com
bandas significativas da época como as extintas bandas
Paranóia, Broken Fingers, Motorcycle Mama (hoje Motormama)
e Monroe.
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O
show mais importante dessa época foi quando tocou junto,
pela primeira vez, com a banda punk Distúrbio
Metal, que até hoje faz grande sucesso no meio
underground. Nesse show o Necrofobia tocou covers de Sepultura,
Kreator, PUS e SOD. Foi depois desse show que a banda começou
a fazer sucesso na galera que curtia Thrash. Durante o ano
que a demo "Manifest" estava sendo divulgada, o
Necrofobia não parou de criar músicas, em pouco
tempo estavam com mais de 10 sons novos. As músicas
muito mais trabalhadas e pesadas.
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::: Terceira demo |
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Em
1996, depois de ouvirem uma demo da banda Hierarcky Punished
de Santos, entraram em contato com o estúdio onde a
banda havia gravado e agendaram a gravação da
terceira demo "Auto-destruição". Infelizmente,
por falta de dinheiro, o Necrofobia gravou somente 6 músicas,
foram elas: "Flesh and Blood", "Capitalist
Killer", "Auto-destruição", "Silent
Noise (Instrumental)", "Revenge" e "Sunrise
- Remorse". A demo foi bem gravada e teve uma grande
repercursão. O grande show com essa demo foi quando
participou do Skol Rock em 1997 na etapa Bauru com a música
"Auto-Destruição", ficando em 4º
colocação. Começaram os shows pela região
de Ribeirão Preto atingindo Franca, Serrana, Sertãozinho
e etc.
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::: As mudanças |
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 No
começo de 98, Cláudio sai da banda. Sua saída
afetou muito o Necrofobia, pois ele havia sido um dos precursores
da banda. Depois de muito procurarem, chamaram André,
que tinham acabado de sair da banda Virium, para um ensaio.
Já no primeiro ensaio André se encaixou como
uma luva. Nesse ensaio foi a primeira vez que Romulo, Eduardo
e Alexandre conheceram André, mesmo assim ele sentou
na bateria e passaram praticamente todas as músicas
do Chaos AD do Sepultura sem errar. Foi um casamento perfeito.
Com a entrada de André a banda adquiriu muito peso
e mais velocidade nos bumbos.
Até
o final do ano de 1998 mais 8 músicas novas já
estavam prontas. Entraram em estúdio em Americana para
gravar um CD que seria
patrocinado por uma loja em Ribeirão Preto, Opção
Rock. Mas a loja faliu e sem dinheiro para continuar, a gravação
foi cancelada.
Depois
disso, Eduardo deixa a banda e um grande buraco que só
foi suprido quando Leandro (ex-Monroe e Rush Cover), entrou
na banda.
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::: A coletânea "In Collection" |
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Em
1999, o Necrofobia recebeu um convite do selo "STAR MUSIC"
para participar da coletânea "In colection"
juntamente com outras 10 bandas. Com patrocínio dos
Stúdio Decson e outras empresas de Ribeirão
Preto, o Necrofobia entrou em estúdio e gravou duas
músicas: "Shit in Fan" e "Burn Flags
Burn". Com esse trabalho o Necrofobia foi divulgado por
todo Brasil através dos contatos da STAR MUSIC.
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::: Quarta demo "Fatos Consumados" |
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Em
1999 ainda, com as duas músicas já gravadas
para a coletânea da Star Music, o Necrofobia gravou
mais duas músicas em português, foram elas: "Fatos
Consumados" e "A fita minha (toque ou sina)".
Juntando as quatro músicas a quarta demo foi lançada.
Essa demo foi bem divulgada, sendo bem comentada nas principais
revistas musicais como Rock Brigade, MetalHead, Rodie Crew,
etc. Vários zines, entrevistaram a banda e resenharam
o "Fatos Consumados". A partir do lançamento,
o Necrofobia começou a tocar em toda região
do interior do Estado de São Paulo, como Bebedouro,
Barretos, Olímpia, Monte Azul, Sertãozinho,
Franca, Tupã, Catanduva, São José do
Rio Preto, Ribeirão Preto e fora do estado em Poços
de Caldas. No final do ano, Leandro deixa
a banda para seguir com seus projetos musicais. André
apresenta um amigo chamado Daniel, apelidado de "Pão",
que faz um teste e ingressa na banda.
Logo
que Pão entrou na banda em 2000, o Necrofobia entrou
em Estúdio novamente para gravar mais duas músicas:
"Liders" e "To search inside". Essas músicas
eram para fazer parte de uma nova demo, porém a banda
achou melhor incluí-las na demo "Fatos Consumados".
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::: Under Stúdio |
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De
2000 até começo de 2002 o Necrofobia só
tocou e criou novas músicas, mas nada de gravação.
Durante esse período, teve a honra de abrir em março/2001
o show do Ratos de Porão em Serrana e em junho/2001
o show do Cólera. No começo de 2002, o Necrofobia
foi participar de um festival onde a inscrição
era uma música cover gravada.
Não
satisfeitos com nenhuma gravação anterior, o
Necrofobia resolveu gravar de modo independente. Rômulo
e André começaram a fazer testes e a gravar
só pra não gastar dinheiro em estúdio.
Por surpresa de todos essa gravação (Territory
do Sepultura) ficou muito boa, de excelente qualidade, mesmo
com os recursos precários que tinham na época.
Dessa forma, logo após essa gravação
Rômulo e André abraçaram a idéia
de produzir o novo trabalho do Necrofobia. Foram diversas
gravações de bateria, com diversas versões,
afinações, microfonações, diferentes
timbres e etc. Eles só se deram por satisfeito no meio
de 2004, quando foi finalizado o Cd "Dead Soul".
Tanto deu certo essas gravações "caseiras"
que Rômulo e André começaram a gravar
outras bandas em seu home-stúdio que eles batizaram
de "Under Stúdio", especializado em som underground.
Nesse
meio de tempo ocorreu outra mudança na formação.
Daniel, vulgo "Pão", saiu da banda e Eduardo
de Lucca entrou. Com a entrada de Dú as músicas
adiquiriram um peso que o Necrofobia ainda não havia
conseguido, uma vez que a bagagem musical dele era o Rock
dos anos 80. A partir de sua entrada que o baixo, que tantas
vezes é atravessado no thrash, foi mais valorizado
nos instrumentais e aproveitado nas linha de vocais do Necrofobia.
Em
2003 e começo de 2004, várias coisas diferentes
aconteceram. O Necrofobia firmou um patrocínio com
a loja de instrumentos musicais Planet Music, tocou em um
concurso de Covers dos Beatles como convidada, fazendo duas
versões pesadíssimas de "Come Together"
e "Help". No começo de 2004 tocou em um acústico,
fazendo 2 músicas próprias exclusivamente para
esse festival, mais Kaiowas e Jasco do Sepultura.
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::: O tão demorado "Dead
Soul" |
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No
mês de Agosto foi convidada pelo Metal Rebellion para
abrir o show do Korzus. Uma honra muito grande. Em outubro
de 2004, com o Cd já em fase de prensagem, Eduardo
de Lucca, resolve se desligar da banda. Ele que já
estava com a banda a um ano e que tanto enriqueceu as músicas
do Necrofobia na gravação do Dead Soul, decidiu
priorizar outros projetos de sua vida pessoal. Mais uma substituição
de baixista ocorreu. Porém desta vez um pouco menos
cansativa, já que o novo baixista Edmar (Eddie), era
técnico de som do Necrofobia e estava acompanhando
a banda desde 2000. Como já estava familiarizado com
o timbre que a banda necessitava e conhecia todas as músicas,
foi fácil a transição. Eddie, é
formado em violão clássico e foi guitarrista
da banda Cassino Verme Plebe. Em novembro de 2004, depois
de tanto tempo sem lançar nada, o Necrofobia lança
seu novo trabalho "Dead Soul". Com gravação
impecável. Totalmente independente desde sua gravação
até o projeto gráfico do cd. Com 13 músicas,
sendo que 3 são regravações. Cada vez
mais profissional o Necrofobia, hoje é uma das bandas
de thrash de maior referência de Ribeirão Preto
e região.
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